Mostrar mensagens com a etiqueta acrílico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta acrílico. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Não Somos Só Palavras*




s/título- série excertos,
2007, acrílico e colagem s/tela, 30x30cm cada elemento


De sentimentos decorados
Com letras por pendurar.
Tatuamos o corpo com histórias intermináveis.
Não vivemos só em fios
Cortantemente estendidos
Entre as vozes mudas de cada um.
Percorremos o som de cada Teia.
Não usamos máscaras feitas à medida
Do abismo que se encerra
Labirinticamente dentro de todos nós.
Herdamos o fio de Ariadne.
Não descemos os mesmos degraus
Que se alojam discretamente
Nas ruínas das nossas almas.
Colocamos novas pedras na Torre de Babel.
Não apagamos a lua da noite
Quando amamos, em segredo,
A luz do dia que nos desperta.
Procuramos sempre o momento exacto.
Não queremos mais do que a dose certa
Da vida servida a quente
Sobre o prato frio da morte como vingança.
Vivemos o amanhã no dia de hoje.
Não sabemos tudo o que queremos
Mas despimos o corpo da ignorância
Quando nos reflectimos perante as questões.
Descansamos na doce esperança.
Não temos o que queremos
Porque encetamos uma luta diária
A cada esquina do amanhecer.
Adiamos a perfeição.






Entre o real e o engano
Entre a porta e a janela
Entre a fuga e a prisão
Entre a pausa e o movimento
Somos o mesmo e múltiplo ser humano.




Não sabia qual escolher.
Cá dentro já ecoavam estas palavras.
Ontem, tomaram estas cores e estas formas.
Assim foi mais fácil, será este!
Espero que gostes :)




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007







[Olho-me


despojada de mim


transparente,



vejo-me derramada em ti

a minha pele reclama o teu toque



sorvo-me novamente.]




s/ título,
2007, composição - acrílico e colagem s/ tela, 15x16 cm cada elemento









domingo, 28 de janeiro de 2007

Nature's last show of abundance



Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.
Alberto Caeiro


Nature's last show of abundance,
2007, acrílico e colagem s/cartão(1,5mm), 55x75cm



sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

woman's body image





série - reflections on woman's body image I-II-III-IV,
2007, acrílico e colagem s/ cartolina, 25x32,5cm